Pedido Deferido e Indeferido no INSS: Entenda a Diferença e O Que Fazer - Foto: www.kaboompics.com/Pexels

Pedido Deferido e Indeferido no INSS: Diferença e O Que Fazer

Quando o INSS decide sobre um pedido de benefício, o resultado é “deferido” para quem foi aprovado ou “indeferido” para quem foi recusado, e cada situação exige uma conduta diferente do segurado.

O Que Significa Pedido Deferido no INSS

O termo “deferido” indica que o pedido foi analisado e aprovado pela autarquia. O segurado que recebe essa resposta terá o benefício concedido, com data de início e valor definidos pela decisão administrativa. A carta de concessão detalha o tipo de benefício, o número do NB (número do benefício), o salário de benefício, o valor mensal e a data do primeiro pagamento.

O deferimento pode ser total, quando o pedido é aprovado exatamente como requerido, ou parcial, quando o INSS concede benefício diferente do solicitado. Por exemplo: o segurado pede aposentadoria especial, mas o INSS defere apenas aposentadoria por tempo de contribuição, por não reconhecer o tempo especial pleiteado. Nesse caso, o segurado pode aceitar o benefício deferido e, simultaneamente, recorrer para obter o reconhecimento do tempo especial.

É importante guardar a carta de concessão e verificar se os dados estão corretos: valor, data de início, competências consideradas no cálculo e o tipo de benefício. Erros nessa fase podem ser corrigidos por pedido de revisão dentro do prazo de dez anos.

O Que Significa Pedido Indeferido e Suas Causas

O indeferimento significa que o pedido foi analisado e negado. O INSS deve fundamentar a decisão, indicando o motivo técnico-jurídico que levou à negativa. Os motivos mais comuns incluem: carência insuficiente, tempo de contribuição inferior ao exigido, ausência de qualidade de segurado, incapacidade não reconhecida pela perícia médica ou documentação incompleta.

O segurado tem direito a receber a decisão por escrito, com identificação do servidor responsável e os fundamentos legais. Decisões genéricas, sem motivação específica, são passíveis de recurso com base no direito ao devido processo legal administrativo, assegurado pela Lei 9.784/1999.

Nem todo indeferimento indica que o benefício realmente não é devido. Erros administrativos, avaliações equivocadas de documentos ou interpretações jurídicas questionáveis do INSS resultam em indeferimentos que podem ser revertidos na via administrativa ou judicial.

O indeferimento não é definitivo: o segurado pode recorrer administrativamente em 30 dias ou buscar a via judicial para reverter a decisão do INSS.

Como Recorrer de um Pedido Indeferido

O primeiro caminho é o recurso administrativo ao INSS. O prazo é de 30 dias a partir da data de recebimento da carta de indeferimento. O recurso deve ser interposto pelo Meu INSS, pelo 135 ou presencialmente, e deve ser instruído com novos documentos ou argumentos que contrariem os fundamentos do indeferimento.

O recurso é julgado pela Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Estatisticamente, uma parcela relevante dos recursos administrativos resulta em reversão do indeferimento, especialmente quando o segurado apresenta documentação adicional que corrige a falha apontada.

Se o recurso administrativo for também negado, a via judicial fica aberta. Nas ações previdenciárias nos Juizados Especiais Federais (JEFs), causas de até 60 salários mínimos são julgadas sem necessidade de advogado, porém a assessoria jurídica especializada aumenta significativamente as chances de êxito.

Prazo Para Recurso e Consequências do Atraso

O prazo de 30 dias para recurso administrativo é contado a partir da ciência da decisão, geralmente a data de recebimento da carta ou o acesso ao andamento pelo Meu INSS. A perda do prazo não impede a ação judicial, mas pode limitar os valores retroativos passíveis de cobrança.

No âmbito judicial, o prazo prescricional para ações contra o INSS é de cinco anos, contados da lesão ao direito. Para benefícios negados, esse prazo começa a correr da data do indeferimento definitivo. Passado o quinquênio, o direito de ação se extingue, embora o direito ao benefício possa persistir para pagamentos futuros.

Para entender o que fazer quando o INSS nega seu pedido, confira nosso guia sobre como funciona a perícia online do INSS, que aborda também os procedimentos após a avaliação.

Perguntas Frequentes

Posso entrar com novo pedido após o indeferimento sem recorrer?

Sim. O segurado pode protocolizar um novo pedido a qualquer momento, mesmo sem ter recorrido do indeferimento anterior. A vantagem do recurso, porém, é que, se provido, os efeitos retroagem à data do primeiro pedido. Um novo pedido tem como data de início apenas a data do novo protocolo, perdendo os retroativos do período entre os dois pedidos.

O que é o “exame de suficiência” e quando o INSS usa essa expressão?

O exame de suficiência é a análise documental feita pelo INSS antes da perícia médica, para verificar se os documentos apresentados são suficientes para iniciar o processo de avaliação. Se a documentação estiver incompleta, o INSS pode suspender o processo e exigir novos documentos antes de marcar a perícia ou concluir a análise.

Quando o INSS é obrigado a pagar juros e correção no caso de indeferimento revertido?

Quando o benefício é concedido retroativamente, seja por recurso administrativo ou decisão judicial —, o INSS paga os atrasados corrigidos pelo INPC e com juros de mora nos termos da Súmula Vinculante 17 do STF. A correção monetária incide desde a competência devida, e os juros são calculados conforme o regime aplicável às dívidas da Fazenda Pública.

Essa notícia afeta seu benefício? Consulte um especialista.

📱 Falar pelo WhatsApp

As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem consulta jurídica individualizada.

Posts Similares