INSS Atende Pop Rua Jud em Florianópolis: 150 Pessoas na Semana
O INSS atende cerca de 150 pessoas em situação de vulnerabilidade social em Florianópolis durante a Semana Registre-se e o mutirão Pop Rua Jud, promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça entre 13 e 17 de abril.
Mutirão integrado no Complexo Rozendo Lima
O Instituto Nacional do Seguro Social montou um estande permanente no Complexo Esportivo Rozendo V. Lima, em Florianópolis, para integrar simultaneamente duas ações coordenadas pelo Conselho Nacional de Justiça. Entre 13 e 17 de abril, cerca de 20 servidores da autarquia atenderam pessoas em situação de rua, imigrantes, trabalhadores informais e outros cidadãos que tradicionalmente encontram barreiras para obter documentos e acessar benefícios.
As duas ações ocorrem de forma articulada. A Semana Nacional do Registro Civil, conhecida como Registre-se, é coordenada pelo CNJ para combater o sub-registro civil de nascimento e ampliar o acesso à documentação básica. O Pop Rua Jud é política pública nacional, também do Conselho, voltada a garantir o acesso efetivo à Justiça para a população em situação de rua, com foco em atendimento humanizado e em mutirões interinstitucionais itinerantes.
Serviços oferecidos pelo INSS na ação
Durante a mobilização, o INSS prestou orientações sobre benefícios previdenciários e assistenciais, com foco principal no Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade econômica. A autarquia também protocolou requerimentos de aposentadorias, emitiu extratos previdenciários e apoiou a criação e recuperação de contas no Gov.br, requisito técnico para acesso ao aplicativo Meu INSS.
A integração entre INSS, registro civil e sistema de Justiça em um único espaço garante atendimento efetivo para pessoas em situação de rua e imigrantes.
Entre os atendidos, chamou atenção o caso do imigrante argentino Cesar Emanuel de Lima, que saiu do evento com seu CPF regularizado, condição essencial para ingressar no mercado formal de trabalho. A integração de serviços em um só espaço permitiu que ele resolvesse a pendência documental que o impedia de buscar emprego formal em território brasileiro, reforçando o caráter transformador das ações conjuntas entre Previdência, Justiça e cartórios de registro civil.
Impacto em populações historicamente invisíveis
Para a gerente-executiva do INSS em Florianópolis, a experiência do Instituto com públicos em situação de vulnerabilidade foi decisiva na parceria com o CNJ. Segundo a gestora, muitos cidadãos chegam ao mutirão sem qualquer documento de identificação, em situação de completa invisibilidade perante o Estado, e saem com direitos reconhecidos após o atendimento interinstitucional.
A participação do INSS no Pop Rua Jud também foi destacada como estratégica pela desembargadora federal responsável pelo evento em Santa Catarina. Para ela, a escuta qualificada oferecida pelos servidores do Instituto e a integração com o sistema de registro civil permitem atender rapidamente demandas que, sozinhas, levariam meses para serem resolvidas nas agências convencionais da Previdência Social.
Como funciona o Pop Rua Jud
O Pop Rua Jud foi instituído pelo CNJ como política nacional voltada a garantir acesso à Justiça para a população em situação de rua. A lógica do programa é montar estruturas interinstitucionais em locais de circulação desse público, com participação coordenada de Defensoria Pública, Poder Judiciário, cartórios, órgãos assistenciais e autarquias federais como o INSS. O formato reduz barreiras de acesso e oferece atendimento humanizado em um único espaço.
A parceria com o Registre-se amplia o alcance das ações porque a documentação civil é pré-requisito para qualquer requerimento previdenciário ou assistencial. Sem certidão de nascimento, CPF e documento de identificação, o cidadão não consegue protocolar pedido de BPC ou qualquer benefício. A articulação entre emissão documental e atendimento previdenciário, portanto, faz com que o cidadão saia da ação com a situação plenamente resolvida.
Segurados e familiares que buscam orientação sobre documentos exigidos em cada tipo de benefício podem consultar nosso guia sobre benefícios previdenciários, que relaciona requisitos atualizados de cada modalidade e orientações práticas para protocolo.
Perguntas Frequentes
Quem pode ser atendido em ações como o Pop Rua Jud?
A prioridade é a população em situação de rua, mas as ações também atendem imigrantes, refugiados, pessoas sem documentação civil, idosos em vulnerabilidade e pessoas com deficiência. Não há exigência de agendamento prévio, e os atendimentos costumam ser feitos por ordem de chegada no local designado pelo CNJ, sempre em parceria com órgãos estaduais e municipais da assistência social.
O que é preciso levar para atendimento do INSS na ação?
O ideal é comparecer com qualquer documento de identificação disponível, mesmo que vencido, além de eventuais certidões e comprovantes de renda. Caso o cidadão não possua nenhum documento, os parceiros do Pop Rua Jud auxiliam na emissão no próprio local, em articulação com cartórios de registro civil. Isso permite que o INSS protocole requerimentos na sequência da regularização documental.
Como solicitar o BPC para pessoa em situação de rua?
A pessoa em situação de rua pode solicitar o Benefício de Prestação Continuada se preencher os requisitos legais, incluindo inscrição no Cadastro Único e condição de idoso com 65 anos ou mais ou pessoa com deficiência de longo prazo. Em mutirões interinstitucionais, equipes do CRAS costumam auxiliar na inscrição no CadÚnico no mesmo dia, acelerando o pedido perante o INSS.
As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem consulta jurídica individualizada.
Este conteúdo tem finalidade informativa. Cada caso possui particularidades; recomenda-se a consulta a um advogado para análise específica da situação.
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