Perdeu alguém e não sabe como organizar o inventário e a herança?
Lidar com inventário e partilha em meio ao luto é difícil, e estamos aqui para ajudar a entender cada passo com calma.
O que é inventário e partilha
Quando uma pessoa falece, os bens, direitos e também as dívidas que ela deixou formam o que se chama de espólio. O inventário é o procedimento usado para levantar esse patrimônio, apurar o que existe e, ao final, transferir os bens aos herdeiros por meio da partilha.
O inventário pode seguir caminhos diferentes conforme a situação da família. De forma geral, quando há acordo entre todos e não existem herdeiros incapazes, pode ser possível um caminho mais simples; quando há conflito, herdeiros menores ou questões controversas, costuma ser necessário o caminho judicial. A escolha depende da análise de cada caso concreto.
Possíveis direitos dos herdeiros
A legislação brasileira organiza a sucessão de modo a proteger determinados familiares. Entre as possibilidades que costumam ser examinadas estão:
- A condição de herdeiro de filhos, cônjuge ou companheiro, conforme o caso;
- A existência de uma parte do patrimônio reservada por lei a certos herdeiros, que precisa ser respeitada;
- Eventuais direitos previstos em testamento, quando ele existir;
- A divisão de bens que possam ter natureza comum, como aqueles construídos durante a vida em comum do casal.
É importante lembrar que esses pontos são possibilidades que dependem de análise dos documentos e das provas. Cada família tem uma composição diferente, e só o exame do caso concreto permite dizer o que de fato se aplica.
Como começar a organizar
Os primeiros passos costumam envolver reunir informações sobre quem são os herdeiros e quais bens, direitos e dívidas existem. A partir disso, é possível compreender o tamanho e a complexidade do inventário e avaliar qual caminho tende a ser mais adequado.
Uma orientação jurídica nessa fase inicial ajuda a evitar atos precipitados, a entender prazos e obrigações e a organizar a documentação de forma ordenada, reduzindo a chance de desgastes entre os familiares.
O que reunir
Ter os documentos organizados facilita muito a análise. Em geral, costuma ser útil providenciar:
- Certidão de óbito da pessoa falecida;
- Documentos pessoais do falecido e dos herdeiros;
- Certidão de casamento ou comprovação de união estável, quando houver;
- Documentos dos bens, como matrículas de imóveis, documentos de veículos e extratos de contas;
- Informações sobre eventuais dívidas e financiamentos;
- Testamento, caso exista.
Reunir esse material com antecedência permite uma análise mais segura sobre as possibilidades de cada herdeiro e sobre o melhor caminho para o inventário, sempre considerando a situação específica da sua família.
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