INSS Bloqueia Consignado do C6: Cobracas Indevidas em 320 Mil Contratos
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INSS Bloqueia Consignado do C6: 320 Mil Contratos Afetados

INSS suspendeu novas operações de consignado do C6 após auditoria da CGU apontar irregularidades em 320 mil contratos.

O INSS determinou, a partir de 17 de março de 2026, a suspensão de novas operações de crédito consignado do banco C6 para aposentados e pensionistas. A decisão veio após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar irregularidades graves em pelo menos 320 mil contratos.

O que a auditoria descobriu

De acordo com o INSS, a investigação identificou que o banco C6 vinha cobrando valores adicionais embutidos nos empréstimos consignados, como prêmios de seguros e pacotes de serviços. Isso reduzia o valor que o segurado efetivamente recebia em mãos, comprometendo a renda do benefício.

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Esse tipo de prática é expressamente proibido. As regras do consignado para beneficiários do INSS não permitem a inclusão de taxas administrativas, seguros ou qualquer outro encargo além dos juros da operação de crédito.

Até quando vale a suspensão

A medida permanecerá em vigor até que o banco C6 restitua integralmente os valores cobrados de forma indevida, com a devida correção monetária. Enquanto isso, nenhum novo contrato de consignado do C6 poderá ser registrado junto ao INSS.

Isso reduzia o valor que o segurado efetivamente recebia em mãos, comprometendo a renda do benefício.

O que fazer se você tem consignado no C6

Quem já possui um empréstimo consignado ativo com o banco C6 deve ficar atento aos extratos e verificar se há cobranças de seguros ou serviços que não foram solicitados. Caso identifique valores estranhos, o segurado pode:

  • Consultar os descontos pelo aplicativo ou site Meu INSS
  • Entrar em contato com a Central 135
  • Registrar reclamação junto ao banco e, se necessário, procurar o Procon ou a Justiça

O INSS reafirma que o objetivo da margem consignável é proteger a renda dos segurados, e que práticas abusivas serão combatidas com rigor.

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Direitos do Beneficiário em Relação a Empréstimos Consignados

O empréstimo consignado para beneficiários do INSS é regulamentado pela Lei nº 10.820/2003 e pelo Decreto nº 4.840/2003. A legislação estabelece que o desconto em folha de pagamento de benefício previdenciário somente pode ocorrer mediante autorização expressa do beneficiário. Qualquer contratação realizada sem consentimento configura prática abusiva, passível de responsabilização civil e administrativa da instituição financeira.

O limite de comprometimento da renda com empréstimos consignados é de 45% do valor do benefício: 35% para empréstimos pessoais e refinanciamentos, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para despesas com cartão de benefício. Ultrapassar esses limites também configura irregularidade que pode ser contestada pelo beneficiário.

Em caso de identificação de contratos não autorizados, o beneficiário tem direito à imediata cessação dos descontos, à devolução integral dos valores descontados indevidamente (em dobro, conforme o Código de Defesa do Consumidor, se comprovada má-fé) e a eventual indenização por danos morais, dependendo das circunstâncias do caso concreto.

Como Prevenir Fraudes em Consignados

A prevenção de fraudes em empréstimos consignados exige atenção constante do beneficiário. Recomendamos verificar mensalmente o extrato de pagamento do benefício pelo Meu INSS, desconfiar de ligações telefônicas que solicitem dados pessoais ou bancários, e jamais fornecer senhas ou informações sigilosas a terceiros, mesmo que se identifiquem como representantes de bancos ou do INSS.

O beneficiário também pode solicitar o bloqueio voluntário de empréstimos consignados diretamente pelo Meu INSS, impedindo que qualquer instituição financeira realize novos contratos em seu nome. Essa medida preventiva é especialmente recomendada para quem não pretende contratar empréstimos e deseja proteger-se contra contratações fraudulentas.

Perguntas Frequentes

Por que o INSS bloqueou o consignado do Banco C6?

O bloqueio ocorreu após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar irregularidades em pelo menos 320 mil contratos. O Banco C6 estava cobrando valores adicionais embutidos nos empréstimos, como prêmios de seguros e pacotes de serviços não autorizados.

Quem já tem consignado do C6 será afetado pelo bloqueio?

Os contratos já existentes continuam em vigor, mas o segurado que identificar cobranças indevidas pode contestar junto ao INSS ou ao próprio banco. A medida impede novas operações de consignado do C6 para aposentados e pensionistas.

Como verificar se meu consignado do C6 tem cobranças irregulares?

Consulte o extrato detalhado do empréstimo no Meu INSS e compare com o contrato original. Verifique se há valores descontados além da parcela do empréstimo, como seguros ou serviços não contratados. Em caso de irregularidade, registre reclamação no INSS e no Procon.

Fundamentação Legal

Os benefícios previdenciários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) são regulados pela Lei nº 8.213/1991 (Plano de Benefícios da Previdência Social) e pelo Decreto nº 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social). Após a Reforma da Previdência (EC 103/2019), diversas regras foram alteradas, e a regulamentação administrativa é feita por meio da IN 128/2022 do INSS, que consolida os procedimentos para concessão e manutenção dos benefícios.

Como Contestar Descontos Indevidos

O primeiro passo é acessar o extrato de pagamento do benefício pelo Meu INSS e identificar os descontos que considera irregulares. Anote os valores, datas e a instituição financeira responsável. Em seguida, registre a contestação diretamente pelo aplicativo ou site do Meu INSS, na opção específica para reclamação de descontos não autorizados.

Caso a contestação administrativa não resolva a situação, é recomendável procurar um advogado especializado para avaliar a possibilidade de ação judicial visando a restituição dos valores descontados indevidamente, com correção monetária. Guarde todos os comprovantes e protocolos de atendimento, pois serão essenciais como prova em eventual processo.

Essa notícia afeta seu benefício? Consulte um especialista.

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As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem consulta jurídica individualizada.

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