⚖️ Calculadora de Dano Moral
Orientador do dano moral pelo método bifásico do STJ: estime uma faixa referencial por tipo de lesão. Não é o valor da ação.
Dúvidas sobre o resultado?
O Dr. Cassius Marques pode analisar o seu caso e orientar sobre a melhor estratégia.
As informações desta ferramenta são de caráter informativo e não substituem consulta jurídica individualizada. Os valores apresentados são estimativas baseadas na legislação vigente.
Encontrou alguma inconsistência ou dificuldade relacionada a esta ferramenta? Por favor, envie uma mensagem com o seu relato. Retornaremos a você o mais breve possível, se for o caso.
Calculadora de Dano Moral: o que é e para que serve
O dano moral corresponde à lesão a direitos da personalidade — honra, imagem, nome, intimidade, integridade psíquica — que não se mede por prejuízo patrimonial direto, mas pela ofensa em si. Justamente por não haver um "preço" objetivo da dor, a fixação do valor indenizatório é tarefa que o julgador realiza com prudência, à luz das circunstâncias concretas. Esta ferramenta organiza esse raciocínio de forma estruturada, produzindo uma faixa de referência que serve apenas para orientar a reflexão inicial.
O resultado apresentado é estritamente ilustrativo e não corresponde a valor assegurado. Nenhuma calculadora substitui a análise individual da causa nem antecipa a decisão judicial, que depende de provas, do contexto e do livre convencimento motivado do magistrado.
Base legal e método de quantificação
A reparação do dano moral encontra fundamento na Constituição Federal (art. 5º, incisos V e X) e no Código Civil (arts. 186, 187 e 927), que consagram o dever de indenizar quem causa dano a outrem por ato ilícito. Em relações de consumo, somam-se as normas de proteção do Código de Defesa do Consumidor.
Para a quantificação, o Superior Tribunal de Justiça consolidou o chamado método bifásico (REsp 1.152.541/RS), que orienta a fixação em duas etapas:
- Primeira fase: estabelece-se um valor base a partir do interesse jurídico lesado, tomando como parâmetro o que a jurisprudência costuma arbitrar em casos semelhantes, de modo a garantir tratamento isonômico.
- Segunda fase: ajusta-se esse valor às particularidades do caso — gravidade e extensão do dano, grau de culpa do ofensor, capacidade econômica das partes e eventuais circunstâncias atenuantes ou agravantes.
Duas súmulas do STJ frequentemente incidem nesse exame:
- Súmula 385 do STJ: da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito não cabe indenização por dano moral quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.
- Súmula 387 do STJ: é lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.
Como a ferramenta ajuda e como usar
A calculadora reproduz a lógica do método bifásico para oferecer um ponto de partida ao usuário e ao advogado. De modo geral, o uso segue estes passos:
- Selecione a natureza do dano e o tipo de relação jurídica envolvida (consumerista, civil em sentido amplo etc.).
- Indique elementos relevantes do caso, como gravidade da ofensa, repercussão, grau de culpa e situação econômica das partes.
- Obtenha a faixa de referência, que simula o intervalo dentro do qual valores semelhantes têm sido arbitrados.
O propósito é auxiliar a calibrar expectativas e a estruturar a fundamentação de um eventual pedido, jamais prometer um montante específico.
Dúvidas frequentes
O valor calculado é o que vou receber?
Não. A faixa é meramente ilustrativa. O valor efetivo depende da prova produzida, das circunstâncias do caso e da decisão judicial.
Existe uma tabela oficial de dano moral?
Não há tabela legal vinculante de caráter geral. A quantificação é feita caso a caso, com apoio em parâmetros jurisprudenciais e no método bifásico.
Posso cumular dano moral com outros danos?
Sim, conforme o caso. A Súmula 387 do STJ admite, por exemplo, a cumulação de dano estético e dano moral, desde que identificáveis separadamente, sem prejuízo da reparação de danos materiais quando existentes.
Cautelas e limites
Esta ferramenta é instrumento de orientação e estimativa, não um parecer jurídico. Cada situação envolve nuances de fato e de direito — prescrição, prova do nexo causal, conduta das partes, eventuais excludentes — que somente a análise individual pode avaliar com segurança. Resultados automatizados não consideram a integralidade do conjunto probatório nem a estratégia processual adequada.
Se você passou por uma situação que possa configurar dano moral, recomenda-se levar os documentos e o relato do caso a uma avaliação individual, para que a viabilidade e o eventual valor a pleitear sejam examinados com o cuidado que a matéria exige.
Base legal
Fundamentos legais desta ferramenta — texto integral e atualizado no CM Legis: