Imagem ilustrativa: INSS retoma o atendimento presencial em cerca de 600 agências após paralisação

INSS retoma o atendimento presencial em cerca de 600 agências após paralisação

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) restabeleceu o atendimento presencial nas agências de todo o país em fevereiro de 2026, junto com a Central 135, após um período de interrupção destinado à modernização tecnológica. Na primeira fase, as unidades atenderam apenas quem tinha horário previamente agendado, no intervalo das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira.

A retomada do atendimento nas agências

A reabertura marcou o fim de uma interrupção programada que afetou tanto o atendimento presencial quanto a Central 135, principal canal telefônico do segurado. O retorno foi gradual e ocorreu em todo o território nacional, com prioridade para as unidades de maior capacidade operacional.

Cerca de 600 agências voltaram a funcionar nessa primeira etapa, número que corresponde a menos da metade da rede física do órgão. A escolha não foi aleatória: foram priorizadas as unidades com maior fluxo histórico de público, justamente para absorver a demanda represada durante o período de paralisação dos serviços.

O represamento era esperado. Quando um canal de atendimento de massa fica indisponível por dias, a fila de pedidos não desaparece, apenas se acumula. Por isso, a estratégia de reabrir primeiro as agências mais robustas teve por objetivo evitar o colapso logístico nas primeiras semanas de normalização.

Horário de funcionamento e agendamento prévio

O horário padrão definido para a retomada foi das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira. Esse intervalo concentra o atendimento na primeira parte do dia e acompanha o funcionamento habitual da rede de agências da autarquia previdenciária.

O ponto central da primeira fase foi a exigência de agendamento prévio. Nenhum segurado foi atendido por ordem de chegada, sem horário marcado. A medida buscou organizar o fluxo, reduzir aglomerações nas portas das unidades e dar previsibilidade ao trabalho dos servidores que voltavam à rotina presencial.

Para o cidadão, isso significa um cuidado prático: comparecer à agência sem agendamento, nesse momento, não garante atendimento. O caminho correto é marcar o horário pelos canais oficiais antes de se deslocar, evitando viagens inúteis e tempo perdido em filas que não avançam.

A reabertura marcou o fim de uma interrupção programada que afetou tanto o atendimento presencial quanto a Central 135, principal canal telefônico do segurado.

Quais serviços exigem ida à agência e quais não

Um dos recados mais importantes da retomada foi o pedido para que o segurado não buscasse agendamento presencial quando o serviço pudesse ser resolvido de forma remota. O órgão orientou expressamente que pedidos de aposentadoria, pensão por morte e salário-maternidade, entre outros, podem ser solicitados pela internet, sem necessidade de comparecimento físico.

A lógica é simples. Cada vaga de atendimento presencial é um recurso escasso, sobretudo logo após uma interrupção. Quem ocupa um horário na agência para fazer o que poderia resolver pelo aplicativo retira essa vaga de quem realmente depende do atendimento físico, como ocorre em parte das perícias e de procedimentos que exigem identificação biométrica.

Vale o registro de que a maioria dos requerimentos previdenciários hoje nasce digital. O segurado abre o pedido, anexa documentos e acompanha o andamento sem sair de casa. A agência física ficou reservada, em boa medida, para situações que a tecnologia ainda não substitui por completo.

Comparecer à agência sem agendamento, na fase inicial, não garante atendimento: o horário marcado virou a porta de entrada.

Essa separação entre o que é presencial e o que é digital tende a se consolidar. Para o profissional que orienta segurados, conhecer essa divisão evita recomendações equivocadas e poupa o cliente de deslocamentos desnecessários até a unidade mais próxima.

Central 135 e os serviços digitais do Meu INSS

Além das agências, a Central 135 voltou a operar com a retomada. O canal telefônico cumpre papel relevante para quem tem dificuldade de acesso à internet ou prefere resolver pendências por voz, e sua indisponibilidade durante a paralisação pesou sobre o público que depende desse meio.

No ambiente digital, a normalização também foi gradual. A maior parte dos serviços do aplicativo e do portal voltou junto com o atendimento presencial, mas algumas funcionalidades específicas tiveram retorno escalonado nos dias seguintes, à medida que a infraestrutura era estabilizada.

O volume de uso ajuda a dimensionar a importância desses canais. No ano anterior, o aplicativo de serviços previdenciários registrou média mensal expressiva de acessos, na casa das centenas de milhões. Um sistema desse porte não retorna do zero ao pleno funcionamento de forma instantânea, e a recomendação para os primeiros dias foi tentar novamente em caso de falha, de preferência fora do horário comercial.

A própria autarquia avisou que poderia ocorrer lentidão na volta dos serviços, especialmente naqueles que dependem de biometria. Trata-se de um efeito previsível: o pico de acessos concentrado logo após a reabertura sobrecarrega temporariamente os sistemas, mesmo quando a infraestrutura foi atualizada.

Perícia médica, reagendamento e o impacto sobre os segurados

A perícia médica é um dos pontos mais sensíveis quando o atendimento presencial é interrompido. Por envolver avaliação física do segurado, ela não se resolve apenas pela internet, e atrasos nesse procedimento atingem diretamente quem aguarda benefício por incapacidade.

Para reduzir o transtorno, perícias e avaliações sociais previstas para o período de paralisação foram antecipadas quando possível. Houve, ainda, a possibilidade de reagendamento para os segurados que não puderam comparecer durante a interrupção, de modo a não penalizar quem ficou sem alternativa por causa do calendário de manutenção.

Em algumas unidades, a retomada já contemplou a perícia médica logo na primeira fase, ao lado dos demais atendimentos agendados. Para o segurado em situação de incapacidade, cada semana conta, e a recomposição da agenda pericial costuma ser uma das maiores preocupações após qualquer parada do sistema.

Do ponto de vista prático, o segurado que teve perícia afetada deve verificar a nova data nos canais oficiais e guardar todos os comprovantes de tentativas de atendimento. Esse cuidado é relevante porque, em eventual discussão sobre data de início de benefício, a comprovação de que a demora não decorreu de inércia do próprio segurado pode fazer diferença.

O que muda na prática para quem depende do INSS

A normalização do atendimento não significa retorno automático à fluidez completa. Nos primeiros dias após uma reabertura desse porte, é natural que haja lentidão pontual, vagas de agendamento concorridas e sistemas sob pressão pelo excesso de acessos simultâneos.

Para o segurado, três atitudes ajudam a navegar esse momento. A primeira é priorizar os canais digitais para tudo o que não exige presença física, liberando as vagas de agência para quem realmente precisa. A segunda é sempre agendar antes de ir à unidade. A terceira é guardar protocolos e comprovantes de cada solicitação, documentando datas e tentativas.

Para o advogado que atua na área, a leitura é estratégica. Períodos de instabilidade administrativa costumam gerar atrasos na análise de requerimentos, e a documentação cuidadosa do histórico de pedidos fortalece eventuais pleitos posteriores, inclusive quanto a datas de entrada e prazos de concessão.

Perguntas Frequentes

Preciso agendar antes de ir à agência do INSS?

Sim. Na fase de retomada, o atendimento presencial ocorreu apenas para quem tinha horário previamente agendado, das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira. Comparecer sem agendamento não garante atendimento, e o ideal é marcar o horário pelos canais oficiais antes de se deslocar até a unidade.

Quais serviços não exigem ir até a agência?

Diversos requerimentos podem ser feitos de forma remota, como pedidos de aposentadoria, pensão por morte e salário-maternidade. O órgão orientou os segurados a não ocuparem vagas presenciais para esses casos, reservando o atendimento físico para situações que dependem de presença, como parte das perícias e procedimentos com biometria.

Minha perícia foi afetada pela interrupção. O que fazer?

Quem teve perícia médica ou avaliação social prejudicada deve verificar a nova data nos canais oficiais, já que houve antecipação de procedimentos e possibilidade de reagendamento. Guardar comprovantes de cada tentativa de atendimento é recomendável, pois a documentação pode ser útil em discussões futuras sobre prazos e data de início do benefício.

As informações deste artigo são de caráter informativo e não substituem a consulta a um advogado especializado. Cada caso possui particularidades que exigem análise individualizada.

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